quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Infinito Ao Meu Redor

O universo é fascinante. É incrível que quanto mais descobrimos, mais perguntas temos a fazer. Tudo é misterioso e contraditório. Deitar no chão e olhar para o céu, observar as estrelas é algo que nos renova a energia.
Todos nós somos feitos de estrelas. Mas do que exatamente são feitas as estrelas? De onde vieram todos esses elementos? Nós achamos que sabemos muita coisa mas, no entanto, não sabemos nada. O universo é um eterno paradoxo, um mistério que nunca vamos desvendar.
Quando olho para o céu, em suas matizes da aurora e do crepúsculo, me sinto sendo engolida por um buraco negro que suga minhas energias e me leva para outra dimensão. Parece doloroso, não? Na verdade, não é. É muito bom e nos deixa mais livres. Todo mundo deveria se deixar levar por esse buraco negro pelo menos uma vez na vida. Não compreendo como há pessoas que passam dias sem olhar para o céu.
Tem gente que não dá valor ao que tem.
E nós temos muito.
Temos o infinito ao nosso redor.
É só olhar para cima que você poderá perceber que o espetáculo da vida vai muito além destas trivialidades terrenas, por qual passamos diariamente. Os maiores lucros e valores estão muito longe de serem apreciados. A natureza inteira é vossa congratulação. Tudo o que temos na mão é um pouco de poeira das estrelas e fragmentos do arco-íris.
As pessoas se perdem. Seu tempo é consumido quase que inteiramente pela luta da vida. A grande batalha que se estende por anos até a grande glória de receber a medalha de "vencedor". Acredito, como um dia disse Thoreau, que se o dia e a noite são de tal forma que vos saudais com alegria e se a vida emite uma fragância de flores e ervas aromáticas, tornando-se elástica, mais cintilante e mais imortal - eis ai vosso êxito.
Nada mais importa.


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nunca Vou me Acostumar com as Coisas do Mundo

É como se eu renascesse todo dia. Não é incrível que existam bananeiras, abacateiros e jabuticabeiras? De onde será que veio isso tudo? Todo dia eu me faço as mesmas perguntas. É como se eu estivesse vendo as coisas do mundo sempre pela primeira vez. Os vales, a chuva, os mares. A terra, os animais e a floresta. O fogo, o tempo e sua claridade. Sem falar no céu com todas as suas fases. Como surgiu tudo isso? Os meus porquês são palavras incontáveis. O sentimento absurdo me invade quando reparo na arquitetura humana. O sistema nervoso, veias, artérias, músculo e ossos, cérebro e coração. Bocas e abraços, narizes e olhos, ouvidos e mãos. O ser humano é de uma perfeição absurda. Realmente inexplicável. Me admiro o tempo inteiro e acredito que nunca vou me acostumar com as coisas do mundo. Quem criou tudo isso? A resposta óbvia me remete a Deus e eu pergunto: Se Deus criou isso tudo, quem criou Deus? Se tudo surgiu Dele, de onde Ele surgiu então? As perguntas continuam sendo as mesmas, só muda o sujeito da oração. Eu vejo as coisas do mundo como quem assiste a um espetáculo de mágica. Num grande truque, o belo coelho surge de dentro da cartola, até então, vazia. Como assim? Não sei. Mas quero muito saber. Todo dia eu acordo buscando saber quem sou e de onde vem o mundo. E me faço as mesmas perguntas. É como se eu estivesse vendo tudo pela primeira vez. É como se eu nascesse de novo, todo dia.

domingo, 17 de maio de 2009

Oco

Ás vezes parece que eu não sou sólida. Sou oca. Não há nada por trás de meus olhos. Sou o negativo do que uma pessoa é. É como se eu nunca - nunca tivesse pensado em nada. Como se nunca tivesse escrito ou sentido alguma coisa.


Vazio.
Nulo.
Zero.
Nada.

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